" Criei um aparelho para unir a humanidade, não para destruí-la. " - Santos Dumont

" Um prisioneiro de guerra é um homem que tentou matá-lo, não conseguiu e agora implora para que você não o mate. " - Winston Churchill
" Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus - Albert Einstein
" O objetivo da guerra não é morrer pelo seu país, mas fazer o inimigo morrer pelo dele - George S. Patton. "
" Só os mortos conhecem o fim da guerra " - Platão
"Em tempos de paz, os filhos sepultam os pais; em tempo de guerra, os pais sepultam os filhos." - Herodes

sábado, 14 de novembro de 2009

Mil Mi-4 " Hound "

Tipo: Helicoptero de transporte e ataque
Fabricante: Mil Moscow Helicopter Plant
Primeiro voo: 3 de junho de 1952
Inicio do serviço: 1953
Status: ainda em serviço mais com uso limitado
Primeiro usuário: Força Aérea Soviética e Força Aérea Polonesa
Producão: 1951 a 1969
Total produzido : cerca de 4,500
Variantes: Harbin Z-5 fabricado sob licença na China
Tripulação: um ou dois pilotos
Capacidade: 16 soldados ou 1.600 kg de carga
Comprimento: 26.80 m
Diâmetro do rotor: 21.00 m
Altura: 4.40 m
Area total: 346.4 m² incluindo rotor
Peso vazio: 5.100 kg
Peso carregado: 7.150 kg
Peso máximo de decolagem: 7.550 kg
Motor: 1× Shvetsov ASh-82V motor radial com 1,250 kW (1,675 hp)
Velocidade máxima: 185 km/h
Alcance: 500 km
Altitude máxima: 5.500 m
Armamento: 2 pontos de cada lado para lançadores de foguetes

O helicóptero Mil Mi-4 (conhecido pela OTAN como " Hound") com aparição em 1952 foi projetado dentro da União Soviética como uma resposta direta ao helicóptero americano Chickasaw H-19 que apareceu no conflito coreano nos anos 50, mas o Mil Mi-4 foi considerado geralmente mais capaz quando comparado ao helicoptero americano. Em uso o Mil Mi-4 provou ser um sistema de transporte altamente adaptável e disponível quando da necessidade de estar totalmente armado, tendo usuários na em toda a Ásia, Oriente Médio e África. O Mil Mi-4 foi projetado para acomodar um ou dois pilotos, os assentos dos passageiros ficavam em uma plataforma mais baixa com o acesso através das portas laterais. Tinha toda a estrutura externa para prender e carregar desde metralhadoras, canhões até foguetes. Sua força vem de um único motor radial Shvetsov ASh-82V que possui 1.675 cavalos-força, mais tarde apareceram versões de transporte VIP, militar, civil e plataformas de ataque anti-navio. O Mil Mi-4 foi usado por pelo menos 30 países e ainda mantem um papel limitado em algumas forças aéreas até hoje em serviços públicos e de transporte, embora aposentado dos inventários russos a muito tempo.
O Mil Mi-4 saiu de serviço com o desenvolvimento do Mil Mi-8. O Mil Mi-4 teve um importante papel na Guerra de libertação de Bangladesh em 1971. Foi de grande importância para o exército Indiano em operações nos suburbios de Sylhet em 1957, sendo a primeira missão aerotransportada do exército indiano.
Mil Mi-4 FOTO 1,FOTO 2,FOTO 3,FOTO 4,FOTO 5,FOTO 6,FOTO 7

domingo, 8 de novembro de 2009

English Electric Canberra

Tipo: Bombardeiro
Fabricante: English Electric
Primeiro voo: 13 de Maio de 1949
Inicio do serviço: 25 de Maio de 1951
Retirado do serviço: 23 de Junho de 2006 (RAF)
Primeiros usuários: Real Força Aérea, Força Aérea Indiana, Força Aérea Peruana e Força Aérea Australiana
Produção: 901 (Reino Unido) 48 (Austrália)
Variantes: B-57 Canberra
Tripulação: 3
Comprimento: 19.96 m
Envergadura: 19.51 m
Altura: 4.77 m
Aréa das asas: 89.19 m²
Peso vazio: 9,820 kg
Peso carregado: 20,865 kg
Peso máximo de decolagem: 24,948 kg
Motores: 2× turbinas Rolls-Royce Avon R.A.7 Mk.109, 3.357 kg (36 kN) cada
Velocidade máxima: 933 km/h a 12.192 m
Alcance de combate: 1.300 km
Alcance máximo: 5.440 km
Altitude de serviço: 15.000 m
Razão de subida: 17 m/s
Armamento: 4 canhões de 20 mm Hispano Mk.V com 500 cartuchos/cada ou 2 pods de metralhadoras de 7.62 mm, 2 pods com 37 foguetes de 51 mm cada ou 2 pods de foguetes Matra com 18 foguetes SNEB de 68 mm cada, uma variedade de misseis podiam ser transportados, sendo o mais importante o missel ar-terra AS-30L usado apenas dois e cerca de 3.628 kg de bombas em suportes internos e dois pontos sob as asas. Normalmente usava em suportes internos cerca de 9 bombas de 227 kg cada ou 6 bombas de 454 kg cada ou 1 bomba de 1.814 kg), já sob as asas podiam transportar 4 bombas de 227 kg ou 2 bombas de 454 kg cada. Existia uma versão do Canberra que podia transpostar alguns tipos de armas nucleares táticas, a Mk 7, B28 (Mod 2 de 70 kilotons), Red Beard e a B57 nuclear bombs. Todas armas nucleares são transportadas internamente.
O Canberra é um bombardeiro fabricado em grande quantidade nos anos 50. Provou ser altamente adaptável, em variadas funções, tais como o reconhecimento tático, fotográfico, eletrônico e meteorológico, além de seu papel de bombardeiro. O Canberra permaneceu em serviço na Real Força Aérea até 23 de junho de 2006, 57 anos após seu primeiro voo. Podia voar em altitudes mais elevada do que qualquer bombardeiro dos anos 50 e batendo o recorde mundial de altitude atingindo 21.430m em 1957. O Canberra teve suas origens em uma exigência de 1944 para um sucessor do Havilland Mosquito, isto é, grande altitude, alta velocidade sem armamento defensivo, o projeto do Canberra foi desenvolvido nos moldes do Mosquito, com uma carga de bomba considerável, dois motores poderosos, menor arrasto aerodinâmico possível, não possuindo armamento defensivo afim de aumentar espaço e velocidade o Canberra foi projetado para voar rápido evitando assim o combate aéreo.
A USAF substituiu os B-26 Invader pelo Canberra fabricado sob licença pela Martin como B-57 Canberra em diversas versões. Foram fabricados cerca de 48 aviões para a Força Aérea Australiana. No Reino Unido, a demanda pelos Canberras excedeu a capacidade da English Electric e assim a Handley participou da fabricação sob a licença. A produção mundial de Canberras chegaram a um total de 1.352.
O Canberra B.2 começou seu serviço em janeiro de 1951, a produção do Canberra foi acelerada em consequência da Guerra da Coréia, no fim de 1952. Os Canberras provaram ser eficazmente imune a intercepção de caças, permaneceu em serviço na linha de frente ao longo dos anos 50, 60, 70 e continuou a servir como bombardeiro e avião de reconhecimento em alguns países nos anos 80 e 90. No Reino Unido, a versão de foto reconhecimento permaneceu em serviço até julho de 2006 para o reconhecimento estratégico e fotográfico, considerando o serviço na invasão de 2003 do Iraque e junho de 2006 no Afeganistão. Os únicos Canberras que permanecem em serviço é dois B-57 americanos operados pela NASA para a pesquisa da grandes altitudes. O Canberra fez parte de muitos conflitos, sendo empregado como bombardeiro pela RAF durante a crise de Suez, com cerca de 100 missões, fez voos de bombardeio e reconhecimento em Malta e em Chipre, um total de 278 surtidas, lançando 1.439 bombas de 450 kg. Alguns Canberras foram interceptados por MiGs-15 e MiGs-17, do Egito, antes do conflito Anglo/Francesa, mas não houveram perdas. Um único Canberra foi abatido durante a campanha de Suez por um Meteor Sírio em 6 de novembro de 1956, no último dia da guerra. O Canberra era a espinha dorsal da Força Aérea Indiana, foi usado primeiramente em 1962 pela IAF na África. Durante a guerra Indía-Paquistão nos anos 60 e 70, o Canberra foi usado por ambos os lados. O uso mais audacioso foi durante a "Invasão de Badin" durante a segunda guerra de Kashmir, quando a força aérea indiana usou o Canberra para bombardear uma estação de radar vital paquistanesa, sendo o ataque um sucesso, já em 1971 houve ataques aéreos importantes contra tanques de óleo de Karachi, em apoio a Marinha Indiana. Em 21 de maio de 1999, antes do começo da guerra de Kargil, o QG da Força Aérea Indiana usou um avião Canberra PR57 em uma missão fotográfica, onde foi atingido por um míssil Stinger FIM-92 no motor esquerdo e com somente um motor o piloto conseguiu retornar à base. O Canberra foi aposentado finalmente pela IAF após 50 anos de serviço em 11 de maio de 2007. Durante a Guerra do Vietnã, a Força Aérea Australiana testou o uso de bomboradeiros óticos, estes significaram que poderiam realizar missões de bombardeio em altitudes muito elevadas, frequentemente com surpresa total. Alguns bombardeiros e aviões de ataque mais modernos usaram táticas eletrônicas menos eficazes como bombardeio em mergulho, arriscando maiores perdas pelo fogo antiaéreo. A Força Aérea Sueca comprou dois Canberras da RAF em 1960 e modificou os aviões para a espionagem das transmissões de rádios militares soviéticas, polonesas e orientais até 1971 quando foram substituídos por dois Tp85 Caravelles. A Força Aérea Argentina 10 aeronaves no início dos anos 70, durante a Guerra das Malvinas em 1982, em 1 de maio a 14 junho, fizeram 54 manobras, 36 delas missões de bombardeio, 22 a noite contra tropas em terra, dois aviões foram abatidos, um por um Harrier da RAF usando o míssil AIM9L Sidewinder em 1 de maio de 1982, e outro avião foi abatido por um míssil que partiu do navio HMS Cardiff em 13 junho. A Força Aérea Peruana operou os Canberras em ataques com posições Equatorianas durante a Guerra de Cenepa em 1995. Em 6 de fevereiro de 1995, um Canberra Mk 68 desapareceu sobre a zona das operações, aparentemente colidiu contra uma montanha, devido ao mau tempo. A RAF usou o Canberra T4s de três assentos para instrução até setembro de 2005, já na sua função de foto reconhecimento foi usado até 23 de junho de 2006, seu último serviço foi de reconhecimento no Afeganistão.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

AgustaWestland AW-101

Tipo: Anti submarino, transporte e utilitário
Fabricante: AgustaWestland
Primeiro voo: 9 de Outubro de 1987
Inicio do serviço: 2000
Status: em serviço
Primeiros usuários: Marinha Real, Marinha Italiana, Força Aérea Italiana, Força Aérea Portuguesa e o Brasil estuda a aquisição de um total de 50 helicópteros
Producão: inicio dos anos 90 até o momento
Variantes: CH-149 Cormorant, VH-71 Kestrel
Tripulação: 2 ou 3
Capacidade de passageiros: 40 soldados, 16 macas ou 5.000 kg de equipamento
Comprimento: 22.80 m
Diâmetro do rotor: 18.60 m
Altura: 6.65 m
Peso vazio: 10.500 kg
Carga útil: 5.443 kg
Peso máximo de decolagem: 15.600 kg
Motores: 3× Rolls-Royce Turbomeca RTM322-01 com 1,725 kW cada
Velocidade máxima: 278 km/h
Raio de alcance: 1.390 km ou 6h 5m
Teto de serviço: 3.444 m
Razão de subida: 5.7 m/s
Armamento: 5× metralhadoras de uso geral 12.7/7.62, misseis anti-navio, torpedos, cargas de profundidade, misseis ar-ar e misseis ar-terra
Aviônicos: 5 display coloridos no cockpit, 2 computadores para controle de missão, módulo de transferência de dados, controle multifuncional, controle automático digital de voo, sistema de monitoramento, sistema de aviso de perigo, suite de comunicação e navegação, sistema de anti colisão com o solo, mapa digital, radar meteriológico, dispersores de Chaff & flare e sistema infravermelho de direção e tiro.
O Agusta Westland AW101 (EH-101 até junho de 2007) é um helicóptero médio de uso militar e civil. O AW-101 foi desenvolvido entre as empresas Westland do Reino Unido e Agusta da Itália (conhecido agora como AgustaWestland), sendo construido nas fábricas da AgustaWestland em Yeovil, Inglaterra e em Vergiate na Itália. O nome Merlin é usado nas Forças Armadas Britânicas, Dinamarquesas e Portuguesas.O AW101 é uma plataforma multi-propósito do tipo médio/pesado com capacidade operacional para uso em terra e em ambientes marítimos. Tira proveito de um projeto moderno, baseado em um sistema comum de fuselagem e de núcleo, configurado para diversas tarefas marítimas e de serviço público. A grande cabine pode tranportar até 40 soldados em assentos de grande resistência ou 16 pacientes em macas. Três motores GE CT7-8E, com uma opção de cruzeiro com o uso de apenas dois motores para aumentar seu alcance ou conservação, fornecendo um desempenho incomparável em todos os ambientes. A agilidade, alcance e resistência, juntas com uma avançada suíte de aviônicas e de missões permitem os AW-101 cumprirem uma grande variedade de missões. Os papéis incluem o transporte de tropa, evacuação aeromédica, sustentação tática e anfíbia, combate, busca e salvamento, ajuda humanitária, guerra anti-submarina e anti-surperficie, medidas defensivas, busca de longo alcance (SAR), interdição marítima, fiscalização e controle de transporte aéreo.
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