" Criei um aparelho para unir a humanidade, não para destruí-la. " - Santos Dumont

" Um prisioneiro de guerra é um homem que tentou matá-lo, não conseguiu e agora implora para que você não o mate. " - Winston Churchill
" Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus - Albert Einstein
" O objetivo da guerra não é morrer pelo seu país, mas fazer o inimigo morrer pelo dele - George S. Patton. "
" Só os mortos conhecem o fim da guerra " - Platão
"Em tempos de paz, os filhos sepultam os pais; em tempo de guerra, os pais sepultam os filhos." - Herodes

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Mikoyan MiG-27 Flogger

Tipo: Avião de ataque
Fabricante: Mikoyan OKB
Primeiro voo: 20 Agosto de 1970
Inicio do serviço: 1975
Status: Ainda em serviço
Primeiros usuários: União Soviética e Força Aérea Indiana
Produção: de 1970 a 1986
Total produzido: 1.075
Desenvolvido a partir: MiG-23
Tripulação: 1 Piloto
Comprimento: 17.06 m
Envergadura: váriavel asas fechadas 7.78 m, abertas 13.97 m
Altura: 5,00 m
Aréa das asas: fechadas 37.35 m2, abertas 34.16 m2
Peso vazio: 11.908 kg
Peso carregado: 20.300 kg
Peso máximo de decolagem: 20.670 kg
Motor: 1 turbina Khatchaturov R-29B-300 com pós combustão
Velocidade máxima: 1.350 km/h ao nível do mar, 1.885 km/h a 8.000 m
Alcance de combate: 780 km. podendo aumentar 540 km com com três tanques Kh-29 externos ou 225 km com dois kh-29
Alcance máximo: 2.500 km
Altitude de serviço: 14.000 m
Razão de subida: 200 m/s
Armamentos: 1 pod com canhão de 30 mm GSh-6-30 com 300 cartuchos, existem sete pontos para pods, um central, quatro sob a fuselagem e um em cada asa podendo trasnportar 4.000 kg de armamentos, seus misseis podem ser o Kh-23 (AS-7 Kerry), o Kh-25ML (AS-10 Karen), o missel ar-superficie Kg-25MP (AS-12 Kegler) e o missel anti-radar AS-9 Kyle, podendo carregar uma váriada gama de bombas como nuclear, táticas, queda livre e retadardas.

O MiG-27 foi desenvolvido no final dos anos 60 para cumprir uma exigência da então Aviação Soviética para um avião de ataque tático. A variação de produção do MiG-23BN de série decepcionou em serviço e foi substituída pelo MiG-27 Flogger. O MiG-27BM/BK incorporou nova aviônica, as versões BM/BK foram construídas para exportação designados como MiG-27BN. Em 2001 vários paíse operavam o MiG-27 entre eles Afeganistão, Angola, Bulgária, Cuba, Etiópia, India, Líbia e Sudão, os aviões da Bulgária receberam um melhoramento na aviônica de uma empresa local. Durante conflitos em dois MiGs-27 etíopes foram abatidos por artilharia. O MiG-27 foi desenvolvido como um caça-bombardeiro baseado no MiG-23BM. Junto com o Su-17, o MiG-27 reforçou o apoio tático a tropas em terra, entre 1991 a 1994 ambos foram retirados do serviço do russo. Os únicos operadores hoje de MiG-27 são Kazakhstão e a India, com os modelos MiG-27M Flogger J com o sistema de ataque PrNK-23M, sistema de ataque, sistema de armas que controla a precisão de armas guiadas a laser e mísseis ar-superficie guiados. Os MiGs-27 são capazes de bombardeios em qualquer tempo com um alto nível da exatidão. A India possui 165 MiGs-27M fabricados sob a licença, designado MiG-27Ls, equipando atualmente nove esquadrões de ataque de Força Aérea Indiana. Embora esteja dando prioridade ao melhoramento de seus MiG-21, a Força Aérea Indiana pretende manter sua força de MiGs-27 na ativa até 2020, com o estudo de um novo melhoramento do MiG-27, dando a ele capacidade de lançar bombas inteligentes e atacar a noite. O MiG-27 pode ganhar uma série de melhoramentos como sistema de guerra eletrônica, capacidade de reabastecimento em voo, sistema infravermelho de busca e reconhecimento Vicon.
Em 2000 aviões MiGs-27K foram incorporados a Força Aérea do Sri Lanka, tendo missões contra alvos estratégicos, bombardeio e apoio aéreo. Em agosto de 2000, um MiG-27 caiu perto do aeroporto internacional de Colombo, matando o piloto, devido a falha mecânica, em julho de 2001, um segundo MiG-27 foi destruído em terra durante um ataque de Forças Separatistas a LTTE, outro MiG-27 caiu no mar após defeito em junho de 2004. Os MiG-27 tiveram um papel crucial no Sri Lanka. Em 27 de maio de 1999, durante a guerra de Kargil, um MiG-27 indiano foi abatido junto com um MiG-21 por fogo inimigo na região da Kashimira, ambos pilotos ejetaram, mas um deles, o tenente K.Nachiketa foi capturado e mais tarde trocado por outro prisioneiro paquistanês, já o outro piloto acredita-se que sobreviveu a queda mas foi morto por soldados paquistaneses. Em meados de fevereiro de 2010, a India parou sua frota inteira de MiGs-27, desativando-os em 16 fevereiro de 2010 em Siliguri, Bengal ocidental. Defeitos elétricos e acidentes foram atribuídos aos motores R 29 dos aviões, verificados durante uma revisão pela Hindustan Aeronáutica Limitada. Desde 2001, a Força Aérea Indiana perdeu 13 MiGs-27. Os MiGs-27 Flogger do Kazakhistão ainda estão em serviço.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Missel Anti-Navio Exocet

Tipo: Missel anti-navio de médio alcance
Fabricante: Aérospatiale MBDA
País de origem: França
Inicio do serviço: 1979
Status: Ainda em serviço
Peso: 670 kg
Comprimento: 4.70 m
Diâmetro: 34.8 cm
Ogiva: 165 kg
Motor: Combustível sólido, com turbo jato na versão MM40 Block 3
Envergadura: 1.10 m
Alcance operacional: de 70 a 180 km
Altitude de voo: de 3 m a 10.000 m
Velocidade: 1.140 km/h ou 315 m/s
Sistema de guiagem: inercial e radar ativo
Plataforma de lançamento: MM38 lançamento de navio, AM39 lançamento aéreo, SM39 lançamento de submarino e MM40 lançamento em terra.

O Exocet é um míssil anti-navio francês podendo ser lançado de varias plataformas seja ela terrestre, de lançadores em caminhões, submarinos, navios, helicopteros, aviões de patrulha e caças, foi usado em muitos conflitos nos anos 80, entre elas a Guerra das Malvinas e Guerra Irã-Iraque. O Exocet é construído pela Aeroespatilale MBDA, divisão européia, seu desenvolvimento começou em 1967, sendo lançado pela primeira vez de um barco com o nome MM 38, o corpo básico do míssil foi baseado em outro de nome Nord AS30 lançado a partir de um avião, a versão de lançamento aéreo foi desenvolvido em 1974 e foi incorporado pela Marinha Francesa cinco anos mais tarde. O míssil relativamente compacto é projetado para ataques contra embarcações de médio porte como fragatas, corvetas, e contratorpedeiros, embora com mais de um ataque seja possivel afundar até um porta-aviões. Inicialmente o sistema de guiagem do Exocet é inercial, ou seja, por queda e em seguida e comandado por um radar ativo, assim o avião pode lança-lo e se afastar. Seu motor de propulsor contínuo dá ao Exocet uma alcance máximo de 70 km, a nova versão MM40 usa um propulsor turbojato que pode alcançar até 180 km. A versão de lançamento submarina é instalado dentro de uma cápsula de lançamento. Durante a Guerra das Malvinas a Marinha Argentina atacou com um Exocet um destroier britânico HMS Glamorgan em 1982, utilizando os caças Super Etandard, tambem houve outro ataque com estes caças usando o Exocet contra o contratorpedeiro HMS Sheffield em 4 maio 1982, alguns dias depois um navio de transporte mercante com 15.000 toneladas de carga foi atingido por dois mísseis Exocet, outro contratorpedeiro o HMS Glamorgan foi atingido em 12 junho. Em 30 de maio os Argentinos reivindicaram um ataque com o Exocet contra o porta-aviões HMS Invencible, esta reivindicação é infundada. em sinais de dano. O Exocet que golpeou o HMS Sheffield impactou na segunda plataforma, acima do linha d'agua, penetrando e atingindo a sala de comando, próximo do quarto motor, abrindo uma rachadura no casco com cerca de 3.90 m, não foi confirmado se a ogiva explodiu. Provavelmente o missel o sistema que gera energia, de modo que as bombas que combatem o fogo não funcionaram condenando o navio a ser consumido pelo fogo. A perda do Sheffield foi um choque para os Ingleses. Cerca de 15 navios de combate foram atingidos por misseis Exocet. Em outro navio atingido de nome Glamorgan o míssil viajou pelo hangar e aingiu um helicoptero Wessex abastecido oque causou a explosão, a ação rápida dos tripulantes salvaram o navio, com menos de um minuto entre a detecção pelo radar do navio e o impacto, não foi possivel ao navio manobrar e evitar o missel. A Grã-Bretanha conseguiu junto a França dados sobre o Exocet afim de conseguir prever ataques com este missel, uma operação secreta foi iniciada para impedir que a Marinha Argentina adquira mais misseis no mercado internacional. A França não entregou misseis Exocet AM39s comprados pelo Peru, para evitar a possibilidade delas serem desviadas para a Argentina.

Fotos do Exocet: Tipos de Exocet, Misseis Exocet na América do Sul, Navio Sheffield, Impacto do Exocet.

Bell-Boeing V-22 Osprey

Tipo: Transporte V/STOL
Pais de origem: EStados Unidos
Fabricante: Bell e Boeing
Primeiro voo: 19 de março de 1989
Inicio do serviço:13 de junho de 2007
Primeiros usuários: Fuzileiros e Força Aérea Americana
Custo do programa: US$ 27 bilhões
Custo unitário: US$ 67 milhões
Tripulação: 4 (piloto, copiloto e 2 engenheiros de voo)
Capacidade: 24 soldados sentados ou 32 em pé, 9.070 kg de carga interna ou 6.800 kg em uma guancho externo ou um veiculo leve Growler
Comprimento: 17.5 m
Diâmetro do rotor: 11.6 m
Envergadura: 14 m
Aréa com os rotores: 25.8 m
Altura: 6.73 m
Peso vazio: 15.032 kg
Peso carregado: 21.500 kg
Peso máximo de decolagem: 27.400 kg
Motores: 2 turbinas Rolls-Royce Allison T406/AE 1107C-Liberty com 6.150 c.v. cada
Velocidade máxima: 463 km/h ao nível do mar ou 565 km/h a 4,600 m
Velocidade de cruzeiro: 446 km/h ao nível do mar
Alcance: 1.627 km
Alcance de combate: 685 km
Alcance máximo: 3.590 km com tanques auxiliares
Altitude de serviço: 7.920 m
Razão de subida: 11.8 m/s
Armamento: 1 metralhadora 7.62 mm M240 ou 1 metralhadora .50 (12.7 mm) M2 Browning na rampa, ou 1 metralhadora 7.62 mm GAU-17 minigun, montada na barriga, retrátil, controlada por controle remoto atraves de video.

O Bell-Boeing V-22 Osprey é um avião multi-missiões, de uso militar, tiltrotor de decolagem e aterrissagem vertical (VTOL), com capacidade de decolar e aterrissar em pistas curtas (STOL). Foi projetado para combinar a funcionalidade de um helicóptero convencional com o desempenho de longo alcance e alta velocidade de cruzeiro de um avião turbopropulsor. O programa de desenvolvimento do V-22 começou em 1981, voando em 1983, os Fuzileiros Americanos começaram o treinamento com os V-22 em 2000, colocado em serviço em 2007, vindo a substituir os CH-46 SeaKnights. A Força Aérea Americana colocou sua versão em uso em 2009, usado tanto pelos Fuzileiros e a Força Aérea em missões de combate no Iraque e Afeganistão.
Em 28 de setembro de 2005, o Pentagono aprovou a produção completa de 24 a 48 aeronaves até 2012. Até o final da produção atual cerca de 458 serão produzidos dos quais 360 são para os Fuzileiros, 48 para a Marinha e 50 para a Força Aérea com um custo médio de U$ 110 milhões cada, incluindo custos de desenvolvimento. Em 2014 a Raytheon fornecerá um melhoramento da aviônica, tambem está sendo trabalhado um aumento na velocidade máxima de 460 km/h para 500 km/h, a altitude 3.000 m para 4.300 m.
Em 1999 o V-22 foi estudado para o uso no Reino Unido pela Royal Navy para controle e fiscalização maritima (MASC), Israel tinha mostrado o interesse na compra de MV-22s, mas em 2009 decidiu esperar o CH-53K. O V-22 Osprey é um dos candidatos para um helicoptero de busca e salvamento da Noruegua, que substituira o Westland Sea King Mk.43B em 2015. A Bell Boeing fez uma oferta do V-22 para evacuação aeromédica para o Exército Americano, mas foi emitido um relatório dizendo que o V-22 não seria apropriado para missões de recuperação de feridos por causa da dificuldade de operações em locais fechados e pela falta de autodefesa. A Marinha Americana é um usuário potencial dos V-22, mas suas missões permanecem obscuras.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Boeing B-52 Stratofortress

Tipo: Bombardeiro Estrátegico
Fabricante: Boeing
Primeiro voo: 15 de abril de 1952
Inicio do serviço: fevereiro de 1955
Status: 68 em serviço e 9 de reserva
Usuários: Força Aérea Americana e NASA
Produção: de 1952 a 1962
Total produzido: 744
Custo unitário: B-52H cerca de U$ 53.4 milhões de dólares em 1998
Tripulação: 5 piloto, co-piloto, navegador, operador de radar e operador de sistema de guerra eletrônica
Comprimento: 48.5 m
Envergadura: 56.4 m
Altura: 12.4 m
Aréa das asas: 370 m²
Peso vazio: 83.250 kg
Peso carregado: 120,000 kg
Peso máximo de decolagem: 220,000 kg
Motores: 8× turbinas Pratt & Whitney TF33-P-3/103 com 7.712 kg de empuxo cada
Capacidade de combustível: 181.610 litros
Velocidade máxima: 1.000 km/h
Alcance de combate: 7.210 km
Alcance máximo: 16.232 km
Altitude de serviço: 15.000 m
Razão de subida: 31.85 m/s
Armamento: 1 canhão de 20 mm M61 Vulcan instalado na cauda do avião, controlado por controle remoto, removido da versão em uso ou 4 metralhadoras .50, o B-52 tem capacidade para aproximadamente 31.500 kg, podendo transportar bombas, minas, misseis intercontinentais, nucleares entre outros.
Aviônicos: Sistema eletro-óptico de visão que usa sensores infravermelhos de alta resolução, com televisão de baixo nível de luz e Pod de busca de alvo a grande distância.

O Boeing B-52 Stratofortress é um bombardeiro estratégico de longo alcance, subsônico, projetado e construido pela Boeing, usado pela Força Aérea Americana. Em 5 de junho de 1946, o projeto inicial do B-52 tinha seis turbinas, já o protótipo final YB-52 tinha oito turbinas, voando em 15 de abril de 1952. Concebido para carregar armas nucleares durante a Guerra Fria, o B-52 substituiu o Convair B-36. O B-52 está em serviço de 1955 até hoje. Seu desempenho superior em velocidades subsônicas e baixos custos de operação mantiveram o B-52 em serviço apesar de novos aviões como o B-70 Valkyrie de mach 3, o Rockwell B-1B Lancer e o furtivo Northrop Grumman B-2, outros aviões mantem uma longa carreira como os Eletric Canberra, o Tupolev Tu-95, o Lockheed C-130 Hercules, o Boeing KC-135 Stratotanker e o Lockheed U-2.
Durante a Guerra Fria o B-52 seria usado para neutralizar as Forças Armadas Soviéticas, executou missões de patrulha em grandes altitudes próximo do espaço aérea soviético, no final dos anos 50 com o advento dos mísseis terra-ar que poderiam ameaçar aviões em grandes altitudes, como o caso do U-2 em 1960, o B-52 foi usado em missões a baixas altitudes, podendo assim atacar a União Soviética. Já na Guerra do Vietnã cerca de 28 B-52/F receberam suportes sob as asas aumentando sua capacidade em 340 kg ou 24 bombas em junho de 1964, mais tarde mais 46 aviões receberam essa modificações. Em março de 1965, os Estados Unidos começaram operação Thunder, a primeira missão a luz do dia foi executada pelos B-52Fs em 18 de junho de 1965, quando 30 bombardeiros atacaram uma fortaleza comunista perto de Bến Cát no Vietnã do Sul, a primeira onda dos bombardeiros chegou cedo ao ponto designado e ao manobrar para manter a posição, dois B-52s colidiram, foram perdidos ambos aviões e oito tripulantes, os bombardeiros restantes, menos um que girou voltou para a base devido a problemas mecânicos, continuaram e bombardearam com sucesso o alvo. O B-52F recebeu modificações aumentando sua capacidade de bombas, sendo 24× bombas de 227 kg ou 340 kg na parte externa e interna de 27 a 84 bombas de 227 kg ou de 27 a 42 bombas de 340 kg totalizando 108 bombas ou 27.215 kg. Cada missão de bombardeio durava de 10 a 12 horas com um reabastecimento em voo, feito pelos KC-135 Stratotankers. Na primavera de 1967, os aviões começaram a operar apartir da Tailândia, não necesstando de reabastecimento em voo. Em 22 novembro 1972, um B-52D foi abatido por um míssil terra-ar (SAM) quando em missão sobre Vinh, este foi o primeiro B-52 abatido pelo fogo inimigo no Vietnã, no total 30 B-52s foram perdidos durante a guerra. A operação Linebacker II consistiu em ondas de B-52s durante 12 dias, em 729 missões, despejando 15.237 kg de bombas em Hanoi, Haiphong entre outros.
A Força Aérea Americana pretende manter pelo menos o B-52H em serviço até 2040, quase 80 anos após o fim de sua produção. A USAF continua a confiar no B-52 porque ele permanece um bombardeiro pesado, eficaz e econômico, principalmente em missões contra nações que tem limitada defesa aérea. Uma versão do B-52H era o EB-52, seria modificado para guerra eletrônica, ficando com a mesma capacidade do EF- 111 Raven , mas o programa foi cancelado em 2005.

sábado, 18 de setembro de 2010

Missel Anti-Satélite ASM-135 ASAT

Tipo: Missel Anti-Satélite
Fabricante: LTV Aerospace
Producão: 1984
Peso: 1.180 kg
Comprimento: 5.48 m
Diâmetro: 50.8 cm
Ogiva: nuclear ou convencional
Alcance máximo: 648 km
Alcance operacional: 563 km
Velocidade: 24.000 km/h
Sistema de guiagem: infravermelho
Plataforma de lançamento: F-15 Eagle

O ASM-135 ASAT é um míssel anti-satélite lançado a partir de caças F-15 Eagle, sendo seu uso exclusivo da Força Aérea Americana. No final dos anos 50, os Estados Unidos começaram o desenvolvimento de armas anti-satélite, a primeira arma anti-satélite americana foi o Bold Orion 199B, seu lançamento era feito pelo B-47 Stratojet, foi testado em 19 de outubro de 1959, mas passou a cerca de 6.4 km do alvo, somente com uma ogiva nuclear de grande porte o satélite seria atingido. No começo de 1960 o Departamento de Defesa começou um programa de intercepção no espaço, em 1962, os foguetes eram lançados pela Força Aérea da Marinha utilizando o caça F-4D Phantom, com o objetivo de desenvolver uma arma anti-satélite. Os Estados Unidos desenvolveram armas anti-satélite de subida direta, como o Nike Zeus do Exército Americano equipado com uma ogiva nuclear, para destruir satélites em órbita, testado em maio de 1963. O problema de se utilizar misseis nucleares contra um satélite é que poderia atingir outros de reconhecimento do próprio Estados Unidos, por esse motivo os Estados Unidos começaram a desenvolver armas anti-satélite sem o uso de ogivas nucleares. Em 1978 a União Soviética apresentou um sistema anti-satélite co-orbital operacional, em resposta o presidente Jimmy Carter ordenou o desenvolvimeto de um novo sistema anti-satélite.
Em 1979, a USAF fechou um contrato com a LTV, o projeto da LTV era de um míssel de vários estágios com infravermelho, o então ASM-135 foi lançado de um F-15A, um míssel modificado da Boeing o AGM-69 SRAM foi usado como a primeira fase do ASM-135 ASAT.
A Força Aérea Americana modificou cerca de 20 caças F-15A do 318th Esquadrão de Interceptação baseado em Washington e o 48th Esquadrão de Interceptação baseado em Langley, na Virgínia para missões anti-satélite, todos caças tiveram as fuselagens modificadas para suportar o ASM-135, este projeto foi cancelado em 1988, a USAF tinha planejado dispor de uma força operacional com 112 mísseis ASM-135. Tal projeto de armas anti-satélite foi questionada pelo Congresso Americano, sobre a real necessidade desse projeto, em 1983, o Congresso impôs várias limitações no programa ASM-135, em dezembro de 1985, foi proibido o testes com o ASM-135 em alvos no espaço, esta decisão foi tomada somente um dia depois que a Força Aérea derrubou dois satélites em órbita, os testes continuaram em 1986, mas limitados a alvos abaixo do espaço. No mesmo ano o custo da aquisição dos misseis ASM-135 foi estimado em U$ 5.3 bilhões de doláres, bem acima da estimativa original que era de U$ 500 milhões de doláres. A USAF foi forçada a cancelar o programa em 1987. Finalmente em 1988, o governo Reagan cancelou o programa ASM-135 por causa de problemas técnicos, atrasos nos testes e crescente custo.

domingo, 12 de setembro de 2010

Ilyushin IL-76

Tipo: Avião estratégico
Fabricante: Tashkent Aviation
Primeiro voo: 25 de março de 1971
Inicio do serviço: Junho de 1974
Status: Ainda em serviço
Primeiros usuários: Rússia, Ucrânia e India
Total produzido: 960
Variantes: Ilyushin Il-78, Beriev A-50 KJ-2000
Tripulação: 5 a 7
Capacidade de carga: 40.000 kg
Comprimento: 46.59 m
Envergadura: 50.5 m
Altura: 14.76 m
Aréas das asas: 300 m²
Peso vazio: 72.000 kg
Peso máximo de decolagem: 157.000 kg
Motores: 4 turbinas Soloviev D-30KP com 12.000 kg de empuxo cada
Velocidade máxima: 900 km/h
Alcance: 3.650 km com carga máxima
Altitude de serviço: 13.000 m
Distância de decolagem: 2.170 m
Distância de aterissagem: 1.460 m
Armamentos: 2 canhões de 23 mm guiados por radar na traseira da aeronave, em modelos militares 2 pontos com capacidade para 500 kg de bombas.

O Ilyushin IL-76 é avião multi-missão projetado pelo departamento soviético da Ilyushin. Foi desenvolvido como cargueiro comercial em 1967, afim de competir com o An-12, várias versões são usadas na Europa, Ásia e África, entre as versões está a de avião de transporte, de busca e salvamento, reabastecimento em voo, combate a incêndios, guerra eletrônica, transporte militar e civil e petroleiros transportando grandes quantidades de petroléo. Devido a sua rampa o IL-76 foi muito usado como cargueiro comercial, pois o transporte de grandes cargas era possivel devido a sua enorme rampa e porta de embarque de cargas. Participou como transporte em evacuações civis e ajuda humanitária pelo mundo junto a ONU, em pistas sem pavimento, obtive grande êxito no combate a grandes incêndios, igualmente usado em treinamentos com gravidade zero.
Em 1967 o IL-76 deveria tranportar uma carga útil de 40.000 kg a uma distância de 5.000 kg, em menos de seis horas, capaz de operar em pistas de pouso curtas e não-preparadas, capaz de suportar as condições meteorológicas mais adversas como as da Sibéria. Houve um projeto para transporte de 250 passageiros, mas esse projeto foi cancelado. O IL-76 voou em 25 de março de 1971 no Uzbequistão, então uma república da União Soviética, nos anos 90, versões modernizadas do IL-76 foram desenvolvidas a MF e a TF, com um compartimento de carga que media 20 m (comprimento) x 3.4 m (largura) x 3.4 m (altura), mas devido a problemas financeiros da Rússia, não foram produzidas em grandes quantidades. O protótipo da versão mais longa do IL-76MF, com maior capacidade, voou 1 de agosto de 1995, tendo acabado sua produção em 1997, alguns aviões comerciais foram modernizados para a versão de IL-76TD-90VD, em 2004, usando motores PS-90 para se enquadrar nos limites europeus. Em 2005, a China requisitou para a Rússia cerca de 34 IL-76MDs novos e 4 petroleiros IL-78.
O uso do IL-76 pela União Soviética começou em junho de 1974, sendo o principal avião de transpote estratégico. Em 1976 foi operado pelas companhia aérea estatal Aeroflot. Entre 1979 e 1991, os IL-76s soviéticos fizeram 14.700 voos para o Afeganistão, transportando 786.200 soldados e 315.800 kg de carga, na época foi responsável pelo transporte de 89% das tropas e 74% das cargas. O Exécito Canadense utiliza um IL-76 versão civil para o transporte de tropas para o Afeganistão. Até 2006, a Força Aérea Russa operou cerca de 200 IL-76, somente metade está em perfeitas condições de voo e por volta de 108 IL-76 foram usados por operadores civis. Em abril de 1986 caças F-111 americanos bombardearam alguns IL-76 que estavão no aeroporto de Tripoli, na Líbia durante a operação garganta de EL Dorado.

sábado, 31 de julho de 2010

McDonnell Douglas F-4 Phantom II

Tipo: Caça, interceptador e bombardeiro
País de origem: Estados Unidos Fabricante: McDonnell Douglas
Primeiro voo: 27 maio de 1958
Inicio do serviço: 30 dezembro de 1960
Status: cerca de 631 aviões estão estocados pela Força Aérea Americana, a partir de 2010 serão usados como aviões não tripulados.
Primeiros usuários: Força Aérea, Marinha e Fuzileiros Americanos
Produção: 1958 a 1981 com cerca de 5.195 aviões produzidos
Custo unitário: US$ 2.4 milhões versão F-4E, sendo cada hora de voo a um cusro de US$ 6.178
Tripulação: 2
Comprimento: 19.2 m
Envergadura: 11.7 m
Altura: 5.0 m
Aréa das asas: 49.2 m²
Peso vazio: 13.757 kg
Peso carregado: 18.825 kg
Peso máximo de decolagem: 28.030 kg
Peso máximo de pouso: 16.706 kg
Motores: 2 turbinas General Electric J79-GE-17A, 8.094 kg de empuxo
Capacidade de combustível: 7.549 litros ou três tanques externos com 12.627 total
Velocidade máxima: 2.370 km/h a 12.190 m
Velocidade de cruzeiro: 940 km/h
Alcance de combate: 680 km
Alcance máximo: 2.600 km com 3 tanques extras de combustível
Altitude de serviço: 18.300 m
Razão de subida: 210 m/s
Distância para decolagem: 1.370 m com peso de 24.410 kg
Distância para pouso: 1.120 m com peso de 16.706 kg
Armamentos: 8.480 kg de armamentos em 9 pontos, podendo transportar uma gama de armas com 6 pods Matra com 18 foguetes SNEB de 68 mm cada, 4 misseis AIM-7 Sparrow, 4 misseis AIM-9 Sidewinder, misseis AIM-120 AMRAAM, misseis japoneses AAM-3 e misseis Skyflasu britânicos. F-4s do Irã utilizam misseis russos e chineses, 1 canhão M61 Vulcan de 20 mm com 640 cartuchos, já para ataques a alvos móveis o F-4 pode levar 6 misseis AGM-65 Maverick, 4 misseis AGM-62 Walleye, 4 misseis AGM-45 Shrike ou AGM-88 HARM ou AGM-78 Standard ARM, já para bombardeios a configuração pode ser 4 bombas GBU-15, 18 bombas Mk.82 ou GBU-12, 5 bombas Mk.84 ou GBU-10 ou GBU-14, 18 bombas CBU-87 ou CBU-89 ou CBU-58 e finalmente uma opção de pod com 1 canhão SUU-23/A de 20 mm.

O F-4 Phantom é um caça-bombardeiro biplace, supersônico de duas turbinas, para qualquer tempo, de longo alcance, que teve seu desenvolvimento inicial para a Marinha Americana. Aprovado pela Marinha em 1960, e em seguida pelos Fuzileiros e Força Aérea Americana. Em 1959 bateu 15 recordes mundiais, incluindo recorde de velocidade e altitude. O F-4 foi muito usado pelos Estados Unidos durante a guerra de Vietnã, sendo um çaça de superioridade aérea, ataque ao solo e reconhecimento, durante os anos 70 e 80, os F-4 foram substituidos por F-15 Eagle, F-16 Fighting Falcon, F-14 Tomcat e F/A-18 Hornet. Os F-4 Phantom II permaneceram em uso pelos americanos no papel de reconhecimento e supressão das defesas aéreas inimigas na Guerra do Golfo em 1991, deixando finalmente o serviço em 1996. Foram usados pelos Thunderbirds e os Blue Angels. Foi exportado para 11 países, usados em combate por Israel contra os Arábes, pelo Irã contra o Iraque. Os Phantoms permanecem em serviço em sete países e como alvos não tripulados pelos estados Unidos, o F-4 foi o caça americano mais produzido com 5.195.
Até na aréa civil o F-4 foi usado, em testes de ruídos elétricos e colisão contra estruturas de usinas nucleares, para saber oque acontece quando um avião colide contra paredes de concreto destes lugares. Um avião F-4D (registo civil NX749CF), é operado pela fundação Massachusetts uma organização sem fins lucrativos, com intuito de manter viva a história da aviação, com donativos o avião é mantido em condições de voo, baseado em Houston, Texas, Estados Unidos. A NASA adquiriu um F-4 Phantom II/A em 3 dezembro de 1965, usado em vários testes que levavam a aeronave ao extremo, afim de conseguir dados para seus programas espaciais. De 1983 a 1985 a NASA usou um F-4C em seus estudos, posteriormente foi devolvido a Força Aérea Americana.

domingo, 27 de junho de 2010

MD Helicopters MD 500 F

Tipo: Helicoptero leve multipropósito Fabricante: MDD Mcdonnell Douglas
Total produzido: cerca de 4700
Desenvolvido a partir: OH-6 Cayuse
Variantes: MD 500 Defender e MD Helicopters MD 600
Tripulação: 1-2
Capacidade de passageiros: 5
Comprimento: 9.94 m
Diâmetro do rotor: 8.33 m
Altura: 2.48 m
Peso vazio: 722 kg
Peso máximo de decolagem: 1.610 kg
Motor: 1× turbina Allison 250-C30 de 375 c.v
Velocidade máxima: 282 km/h
Velocidade de cruzeiro: 250 km/h
Alcance: 430 km
Altitude de serviço: 5.700 m
Razão de subida: 10.5 m/s

Armamento: na versão 530 MG a mais completa - 2 metralhadoras giratórias M134 de 7.62 mm, 2 lançadores M260 com 19 foguetes Hydra, 2 lançadores de granadas .50, 2 misseis TOW, 2 misseis Hellfire ATGM ou 2 misseis Stinger AAM.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Kfir - Israel Aircraft Industries

Tipo: Caça bombardeiro
País de origem: Israel
Fabricante: Israel Aircraft Industries
Primeiro voo: Junho de 1973
Inicio do serviço: 1975
Retirado de serviço: em 1996 de Israel
Status: ainda operacional
Primeiros usuários: Força Aérea de Israel, Marinha Americana, Força Aérea Colombiana e Força Aérea de Sri Lanka
Total produzido: cerca de 220
Custo unitário: U$ 4.5 milhões
Desenvolvido a partir: IAI Nesher
Tripulação: 1
Comprimento: 15.65 m
Envergadura: 8.22 m
Altura: 4.55 m
Aréa das asas: 34.8 m²
Peso vazio:  7,285 kg
Peso carregado: 11,603 kg
Peso máximo de decolagem: 16,200 kg
Motor: 1 turbina General Electric J-79-J1E
Empuxo: 5.434 kg 
Empuxo com pós-combustão: 8.119 kg 
Velocidade máxima: 2.440 km/h a 11.000 m 
Alcance de combate: 768 km 
Altitude de serviço: 17.680 m 
Razão de subida: 233 m/s
Armamentos: 2 canhões DEFA 553 de 30 mm com 140 cartuchos cada, pode transportar pods de foguetes Matra JL-100 com 19 foguetes SNEB de 68 mm, com 2 misseis AIM-9 Sidewinders ou Shafrir ou Python,  2 misseis  Shrike ARMs ou 2 misseis AGM-65 Maverick e na configuração de ataque ao solo pode carregar 5.775 kg de bombas em nove pontos externos, as bombas variam dos modelos Mark 80, Paveway, Griffin LGBs, TAL-1, TAL-2, CBUs, BLU-107 e com pods de reconhecimento e tanques extras de combustivel.

O Kfir Israelense é um avião de combate para qualquer tempo, multi-emprego, construído com base na fuselagem modificada do Mirage 5 da Dassault, com aviônica Israelense e um motor turbojato da General Electric J79. O projeto inicial usava um Mirage IIIC da Dassault como base do desenvolvimento do Kfir, pois o Mirage IIICJ era um caça para qualquer tempo, com asa em delta, sendo o primeiro avião a atingir Mach 2 adquirido por Israel e constituia a espinha dorsal da IAF ( Força Aérea de Israel ) durante os anos 60, até a chegada do A-4 Skyhawk e mais importante ainda, o F-4 Phantom II. Já o Mirage IIICJ provou ser extremamente eficaz no papel de superioridade aérea, mas seu curto alcance em combate impôs algumas limitações em seu uso como avião de ataque ao solo.
Assim, em meados dos anos 60, a pedido de Israel, a Dassault Aviation começou a desenvolver o Mirage 5, uma versão de ataque ao solo do Mirage III. Depois das sugestões feitas pelos Israelenses, a aviônica avançada situada atrás da cabine do piloto foi removida, permitindo que os aviões aumentassem sua capacidade de combustível e reduzissem custos de manutenção. Em 1968, a Dassault tinha terminado a produção de 50 Mirage´s 5J para Israel, mas um embargo imposto pelo governo francês em 1967 impediu que Dassault entregasse os aviões. Israel respondeu produzindo uma cópia não autorizada do Miragem 5, o Nesher, com especificações técnicas para a fuselagem e motor obtidos pela inteligência de Israel, que mais tarde se tornaria o Kfir.
O Kfir entrou em serviço na IAF em 1975, seu papel era a de superioridade aérea, junto com os F-15 Eagle entregues a Israel em 1976. O batismo de fogo em combate do Kfir foi em 9 de novembro de 1977, durante voo sobre um acampamento de treinamento em Azia, no Líbano. A única vitória aérea confirmada do Kfir a serviço da IAF ocorreu em 27 de junho de 1979 quando um Kfir C.2 abateu um MiG-21 sírio. Antes da invasão Israelense ao sul do Líbano em 1982 a IAF usava seus F-15s e F-16s para papéis de superioridade aérea e os Kfirs para realizar missões de escolta. Pouco depois, todos os Kfir C.2s passaram para a versão C.7, com o aumento da carga útil, o Kfir passaram para seu novo papel de caça-bombardeiro. Durante a segunda metade dos anos 90, o Kfirs de Israel foram retirados de serviço, após quase vinte anos de serviço. Até 2006, o IAI Kfir foram exportados para Colômbia, Equador e Sri Lanka e ainda permanecem em serviço. Os Estados Unidos utiliza o Kfir como treinador no Strike Fighter Tactics da Marinha Americana no esquadrão Agressors, chamado popularmente de TOPGUN.

sábado, 5 de junho de 2010

FLARE dispositivo de defesa e proteção

UM AC-130U SPOOKY DISPARANDO SEUS FLARES
Flare dispositivo de defesa e proteção
O Flare é uma contramedida defensiva aérea, contra armamentos que utilizam a guiagem infravermelha, como mísseis terra-ar e ar-ar. Os Flares geralmente são compostos de elementos pirotécnicos como o magnésio ou outro metal explosivo e de fácil queima, com a temperatura que chega próximo ao de exaustão de um motor, dessa maneira o missil guiado por infravermelho procura a assinatura de calor do Flare ao invés do calor dos motores das aeronaves.
Ao contrário dos mísseis guiados por radar os guiados por infravermelho são dificieis de serem detectados pelos radares dos aviões, já que não emitem sinal radar detectável e são geralmente disparados na campo de visão traseiro da aeronave, por conta da posicção dos motores. Na maior parte dos casos os pilotos precisam confiar em seus alas ou co-pilotos para alerta-los sobre um ataque. A maioria dos misseis de infravermelho são de curto alcance e baixa altitude, um novo sistema eletro-óptico é capaz de detectar a emissão térmica do motor do missil que está atacando a aeronave. Uma vez detectado o míssil infravermelho ocorre o disparo dos Flares da aeronave de modo manual ou automático, já a aeronave se afasta do local em um ângulo contrário a trajetória do míssil como este H-60 Seahawk , reduzindo a potência do motor na tentativa de refrigerar a assinatura térmica, dessa maneira o missil se confunde com a mudança brusca de emissão térmica do motor da aeronave e acaba buscando a emissão térmica do Flare.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

9K38 Igla ''SA-16 Gimlet''

Tipo: Sistema portátil anti-aéreo
País de origem: União Soviética
Em serviço: desde 1983 até hoje
Fabricante: KBM
Custo unitário: 60.000 a 80.000 doláres em 2003











Especificações:
Peso do equipamento: 18 kg
Ogiva: 1.17 kg com 390 g de explosivo HMX um dos explosivos quimicos mais poderosos
Peso do missel: 10.8 kg
Comprimento: 1.57 m
Diâmetro: 72 mm
Mecanismo de detonação: de contato e aproximação
Motor: foguete com combustível sólido
Alcance: 5.2 km
Altitude de voo: 3.5 km
Velocidade: 800 m/s a 2.817 km/h
Sistema de guiagem: infravermelho

O Igla 9K38 é um sistema de arma portátil infravermelha para uso anti-aéreo construido pela Empresa Russa KBM, chamado pela OTAN de ''Grouse'', sua versão anterior é conhecida como Igla-1 ou SA-16 Gimlet 9K310. O desenvolvimento desta arma portátil de defesa aérea de curto alcance em 1972, com o objetivo principal de melhorar a resistência contra medidas eletrônicas de seus alvos. O 9K310 Igla-1 e seu sistema de mísseis 9M313 foram aceitos em serviço no exército soviético, em 11 de Março de 1981. As principais diferenças do Strela-3 incluiam o sistema de Identificação amigo ou inimigo criado para evitar disparos contra aviões amigos, disparo automático, elevação para facilitar o disparo com isso reduziria o campo de tiro, um foguete um pouco maior reduzindo o arrasto, melhor sistema de orientação para que houvesse um aumento no alcance e melhor desempenho contra alvos manobráveis e rápidos, com isso o alvo seria atingido na fuselagem e não mais no bocal da turbina do avião. A combinação de detonação de proximidade com o do infravermelho, junto ao restante do combustivel do missel seria de grande impacto contra o alvo, sendo as contramedidas eletrônicas e de proteção como chaffs e flares do alvo, praticamente nulas contra o missel do Igla.
Segundo o fabricante, testes na África do Sul provavelmente em algum dos conflitos naquela aréa mostraram que o Igla é superior ao missel Americano FIM-92A Stinger. No entanto, outros testes na Croácia afirmam que o Igla tem um menor tempo de voo e alcance, mas sua eficácia é igual ao do Stinger. A probabilidade de acerto do Igla fica entre 30% a 48% contra alvos desprotegidos que é reduzida para 24% na presença de flares e proteção eletrônica, já contra um caça F-4 Phantom II o fabricante afirma que a porcentagem de acerto fica em 59% com alvo fixo e de 44% com o uso pelo alvo de contramedidas ou manobras evasivas.
O uso em combate mais notável do Igla modelo SA-16 foi durante a Guerra do Golfo, em 17 de janeiro de 1991, após uma missão de bombardeio, um Panavia Tornado da RAF foi abatido por Forças Iraquianas. Já em 1995, um Mirage 2000 Francês foi abatido sobre a Bósnia por um Igla 9K38 disparado por unidades de defesa aérea do Exército da República da Sérvia.
A seguir as versões do Igla: Igla-1E versão para exportação / Igla-1M versão melhorada do modelo, para uso soviético na década de 80 / Igla-1D versão para pára-quedistas e forças especiais com tubo de lançamento separado do míssel / Igla-1V versão para uso principalmnete contra helicopteros / Igla-1N versão com ogiva maior, com uma pequena redução na velocidade / Igla-1A segunda versão para exportação / Igla-1S a mais nova variante, com maior alcance, mais sensível, melhor resistência a contra medidas recentes e uma ogiva maior.
E para finalizar em 12 de agosto de 2003, como resultado de uma operação policial com cooperação de americanos, britânicos e russos, Hemant Lakhani , um britânico , foi preso ao tentar entrar nos Estados Unidos com um modelo antigo do Igla, interrogado ele disse que tinha intenção de abater o Air Force One , o avião presidencial americano ou um avião comercial e que planejava comprar outras 50 dessas armas.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Bell P-39 Airacobra

Tipo: Caça-bombardeiro monoplace
Fabricante: Bell Aircraft
Primeiro voo: 6 de abril de 1938
Inicio do serviço: 1941
Retirado de serviço: em 1951 na Itália
Primeiros usuários: Exército Americano, Força Aérea Soviética e Real Força Aérea
Produção: de 1940 a maio de 1944
Total produzido: cerca de 10.000
Custo unitário: U$ 50.666 em 1944
Variante: XFL Airabonita / P-63 Kingcobra
Dados do (P-39Q)
Tripulação: 1 ( piloto )
Comprimento: 9.20 m
Envergadura: 10.40 m
Altura: 3.80 m
Aréa das asas: 19.8 m²
Peso vazio: 2.425 kg
Peso carregado: 3.347 kg
Peso máximo de decolagem: 3.800 kg
Motor: 1 Allison V-1710-85, refrigerado a agua, V-12, 1.200 cavalos
Velocidade máxima:605 km/h
Alcance: 840 km
Altitude de serviço: 10.700 m, pode atingir 15.000 m em 4m e 50s
Razão de subida: 19 m/s
Armamentos: 1 canhão M4 de 37 mm com 30 cartuchos atirando atraves do cubo da hélice ( na RAF este canhão foi substituido por um de 20 mm com 60 cartuchos, 2 metralhadoras .50 de 12.7 mm com 200 cartuchos cada no nariz em sincronismo com a hélice, 4 metralhadoras .30 de 7.62 mm duas em cada asa com 150 cartuchos cada e suporte sob a fuselagem para uma bomba de 227 kg.

Aparentemente convencional, o P-39 estava equipado com um motor colocado atrás da cabine, acionando a hélice atraves de um longo eixo de transmissão, dando espaço dianteiro para que houvesse um maior poder de fogo e fornecendo ao piloto uma melhor visão frontal do que nos outros caças. Esse modelo de aeronave exigiu um trem de pouso triciclo, sendo o primeiro monomotor americano com esse tipo de equipamento. Em serviço já em 1941 era o mais avançado caça que a Força Aerea Americana no inicio da guerra, apesar da decisão de não o equipar com um turbo compressor, oque prejudicou o seu desempenho limitando seu uso em altitudes de até 5.200 m. Sua estrutura robusta e seu grande poder de manobra fizeram dele um poderoso avião de ataque ao solo. Obteve grande sucesso na África do Norte e no Extremo Oriente. Cerca de 4.773 aviões foram entregues a União Soviética, que usaram em combates aéreos e o segundo maior ás da União Soviética utilizou o P-39, já na Aviação Americana o P-39 foi principalmente utilizado no Pacifico, onde a oposição de caças inimigos era menor do que na Europa.
Em setembro de 1940, a Grã-Bretanha requisitado 386 P-39Ds (modelo 14), com um canhão de 20 mm e seis metralhadoras de 7.7 mm. A RAF pediu um total de 675 P-39s. Entretanto, depois que o primeiro Airacobra chegou em setembro de 1941, foram realizados testes e descobriram que o P-39 tinha curto alcance e desempenho ruim em altitudes usadas pela RAF nos teatros europeus, somente 80 deles foram utilizados no esquadrão 601 onde serviriam. Já a Grã-Bretanha transferiu aproximadamente 200 P-39s para União Soviética. Por volta de 200 aviões da RAF foram entregues aos Estados Unidos após o ataque a Pearl Harbor, sendo posteriormente enviados a Quinta Força Aérea Austráliana, para o serviço no Pacífico. Entretanto a produção atrasada dos modelos N e Q mantiveram uma velocidade superior a 604 km/h com uma altitude operacinal de 6.100 m, dessa maneira podia alcançar em mergulho o Spitfire, mas sempre obedecendo a recomendação de velocidade em mergulho que era de 764 km/h. A posição do motor era ideal para ataques ao solo, tendo em vista que os tiros atingiam a frente do avião, ficando o motor potegido na parte de trás da aeronave, mas ficava muito vulnerável a ataques traseiros vindos de outros aviões. Antes do ataque a Pearl Harbor, quase 600 aviões haviam sido construídos, ao final da produção dos P-39 em agosto de 1944, a Bell tinha construído quase 10.000 aviões. Houve vários modelos e protótipos construidos pela Bell, o XP-39-BE um protótipo com motor Allison V-1710-17 com 1.150 cavalos, com turbo compressor, 2 metralhadoras de 12.7 mm e 1 canhão de 25 mm / YP-39 com motor Allison V-1710-37 com 1090 cavalos, armado com 1 canhão de 37 mm, 4 metrlhadoras sendo 2 de 12.7 mm e 2 de 7.62 mm / YP-39A para grandes altitudes com motor Allison V-1710-31 com 1.150 cavalos / XP-39B com motor Allison V-1710-37 de 1.090 cavalos, houve várias mudanças na estrutura, inclusive a instalação de um turbo compressor / P-39C com motor Allison V-1710-35 de 1.150 cavalos, 1 canhão de 37 mm, 4 metralhadoras sendo 2 de 12.7 mm e 2 7.62 mm, melhor blindagem e tanques de combustivel extras / Airacobra IA com motor Allison V-1710-E4 de 1150 cavalos, 1 canhão de 20 mm, 4 metralhadoras sendo 2 de 12.7 mm e 2 de 7.7 mm / P-39D-BE melhor blindagem e tanques extras de combustivel, 1 canhão de 37 mm, 2 metralhadoras de 12.7 mm e 4 metralhadoras de 7.62 mm / P-39D-2 com motor Allison V-1710-63 de 1.325 cavalos, 1 canhão de 37 mm, tanque extra de 549 litros ou 1 bomba de 227 kg / P-39D-3 com câmeras de reconhecimento sob a fuselagem e melhor blindagem /
XP-39E três protótipos testados com motor Continental I-1430-1 de 2.100 cavalos e motor Allison V-1710-47 de 1.325 / TP-39F-1 convertido para treinamento com dois assentos e sem armamento / P-39L-1BE contruidos para a União Soviética / P-39L-1 modificado para uso de foguetes, sob as asas, 250 produzidos, sendo estes modelos os principais.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Aichi D3A '' Val ''


Tipo: Bombardeiro de mergulho embarcado
Fabricante: Aichi Kokuki KK
Primeiro voo: Janeiro de 1938
Inicio do serviço: 1940
Primeiro usuário: Marinha Imperial Japonesa
Total produzido: 470 D3A1 e 1.016 D3A2
Tripilação: 2 (piloto e operador de rádio/artilheiro)
Comprimento: 10.2 m
Envergadura: 14.37 m
Altura: 3.8 m
Area das asas: 34.9 m²
Peso vazio: 2.570 kg
Peso máximo de decolagem: 4.122 kg
Motor: 1 Mitsubishi Kinsei 54, radial, de 1.300 hp
Velocidade máxima: 430 km/h
Alcance: 1.352 km
Altitude de serviço: 10.500 m
Razão de subida: 8.62 m/s
Armamento: 2 metralhadoras fixas de 7.7 mm, 1 metrlhadora móvel de 7.7 mm na parte traseira da cabine e uma bomba de 250 kg sob a fuselagem e 2 sob as asas cada uma com 60 kg .

O Aichi D3A chamado de Val pelos aliados, tornou-se um dos mais conhecidos bombardeiros da história. Era um bombardeiro de mergulho embarcado na Marinha Imperial Japonesa nas fases iniciais da guerra, participou em quase todas as ações, incluindo Pearl Harbor. O projeto do Aichi começou com as asas elípticas usadas no Heinkel He 70. O primeiro protótipo usava um motor Hikari de baixa potência com 710 cavalos, o segundo recebeu um motor Kinsei 3 de 840 cavalos, sua capota foi remodelada, a cauda vertical foi ampliada para ajudar a estabilidade direcional, aumentaram a extensão e seções de bordo de ataque e os freios de mergulho foram reforçados, a partir dai o D3A provou ser melhor que seus rivais.
Em dezembro 1939, a Marinha requisitou os aviões do tipo 99 para uso em bombardeios, tais modelos tinham asas ligeiramente menores e aumentaram a potência do motor chegando a 1.070 cavalos no modelo Kinsei 44, o problema direcional da instabilidade foi resolvido finalmente com o encaixe de uma aleta dorsal longa. O D3A1 começou seu serviço a bordo do porta-aviões Akagi e Kaga durante 1940, quando um pequeno número de aviões atacaram alvos em território chinês. Começando com o ataque de Pearl Harbor neste dia foram utilizados 129 ''Val'', o D3A1 participou em todas as operações japonesas nos primeiros 10 meses da guerra. Conseguiram a fama durante a invasão do Oceano Índico em abril 1942 quando os D3A1s atingiram 80% das bombas lançadas durante ataques aos cruzadores britânicos HMS Cornualha e Dorsetshire e o porta-aviões HMS Hermes. Em junho de 1942, entrou em serviço uma versão melhorada do D3A o modelo 12, com motor Kinsei 54 de 1.300 cavalos, com alcande maior devido ao aumento do tanque de combustível com capacidade de 900 litros, sendo capaz de proteger as Ilhas Salomão. Quando as forças americanas retornaram as Filipinas em 1944, os D3A2s baseados em terra, tiveram pesadas perdas. Muitos D3A1s e D3A2s foram operados por unidades de treinamento no Japão, e diversos foram modificados com controles duplos como o tipo 99 modelo 12 da Marinha para instrução de bombardeiro (D3A2-K). Durante o último ano da guerra os D3A2s foram usados em missões kamikaze. Em 1945, guerrilheiros indonésios capturaram numerosas bases aéreas Japonesas e vários D3A "Val" foram capturados. Mas a maioria dos aviões foram destruídos entre 1945 e 1949 já que a Indonésia foi invadida por inimigos durante esse periodo.

domingo, 30 de maio de 2010

Aérospaiale SA 341/2 Gazelle

Tipo: Helicoptero de ataque, antitanque e patrulha
Fabricante: Aérospatiale Westland
Primeiro voo: 7 de Abril de 1967
Inicio do serviço: 1973
Status: ainda em serviço
Primeiros usuários: Exercito Francês, Exército Britânico, Força Aérea Sérvia e do Egito
Total produzido: cerca de 1775
Desenvolvido a partir: do Aérospatiale Alouette III
Tripulação: 5 ( piloto, co-piloto e 3 passageiros )
Comprimento: 11.97 m
Diâmetro do rotor: 10.5 m
Superficie de rotação do rotor principal: 86.5 m²
Altura: 3.15 m
Peso vazio: 908 kg
Carga útil: 1.800 kg
Motor: 1 turbina Turbomeca Astazou IIIA, 440 kW (590 hp)
Velocidade máxima: 310 km/h
Velocidade de cruzeiro: 264 km/h
Alcance: 670 km
Altitude de serviço: 5.000 m
Razão de subida: 9 m/s
Armamento: um canhão GIAT M621 de 20 mm, 4 misseis anti-tanque Euromissile HOT ou 4 misseis anti-tanque SAGGER ou 2 misseis SA-7 GRAIL

Desenvolvido pela Westland e pela Aerospatiale, o Gazelle teve sucesso internacional, sendo usado em missões anti-tanque, de reconhecimento, transporte VIP entre outros. Criado para substituir o Aloutte II, os 500 primeiros exemplares entraram em serviço nos exércitos da França e Inglaterra em 1973. Ao longo do tempo foram entregues mais 500 exemplares a mais de 25 países. Sendo amplamente usado em vários conflitos recentes. Na Guerra da Malvina em 1982 os Gazele AH.MK 1 do Corpo do Exército Britânico cumpriram missões de reconhecimento e resgate aéreo, sendo que a maioria não voou com armas a bordo, alguns poucos Gazelle transportaram canhões e foguetes. Os Gazelles Sírios conseguiram algumas vitórias contra tanques israelenses Merkava durante o conflito contra o Líbano.
Já os Gazelle Iraquianos participaram da guerra contra o Irã nos anos 80. Os Gazelle do Corpo do Exército Inglês, Francês e do Kuwait participaram da Guerra do Golfo acompanhando suas respectivas forças terrestres no território inimigo. O Kuwait comprou 20 Gazelles da versão SA 342K, equipados com pods para vários tipos de armas, utilizados na invasão do Iraque em 1991. Já França empregou 14 helicopteros da versão SA 341 armados com canhões para escolta e 60 da versão SA 342M nas missões anti-tanque, com um saldo de 187 misseis HOT lançados contra tanques iraquianos.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Junkers Ju 88



Tipo: Bombardeiro de mergulho, tático e pesado,
caça noturno e torpedeiro
Fabricante: Junkers
Primeiro voo: 21 Dezembro de 1936
Inicio do serviço: 1939
Retirado do serviço: 1951 ( França )
Primeiro usuário: Luftwaffe
Total produzido: cerca de 15.000
Variantes: Junkers Ju 188
Tripulação: 4
Comprimento: 14.36 m
Envergadura: 20.08 m
Altura: 5.07 m
Area das asas: 54.7 m²
Peso carregado: 8.550 kg
Peso máximo de decolagem: 14.000 kg
Motores: 2× motores Junkers Jumo 211J, refrigerado a liquido, V-12 invertido, com 1.401 cv cada
Velocidade máxima: 510 km/h a 5.300 m
Alcance: 2.430 km somente com combustivel interno
Altitude de serviço: 9.000 m com peso máximo
Armamentos: 1 metralhadora de 7.92 mm MG 81J com 1.000 cartuchos móvel na frente do avião , 2 metralhadoras de 7.92 mm MG 81J com 1.000 cartuchos cada móvel montado em cima da cabine e 1 metralhadora de 7.92 MG 81Z com 3.000 cartuchos montada abaixo da fuselagem com mira para trás. Cerca de 3.600 kg de bombas internas e externas ou 2 torpedos



O Ju 88 foi um dos aviões mais versáteis da Segunda Guerra Mundial, convertido originalmente de um avião de passageiros civil, foi usado praticamente em todo tipo de combate. Em todas suas versões foi capaz de atender a todo tipo de serviço que incluia bombardeiro de mergulho, bombardeiro convencional, caça noturno, interceptador diurno, reconhecimento fotográfico, destróier de tanques e até mesmo avião não tripulado.
A produção do Ju 88 foi dividida entre um grande número de sub-contratados diferentes incluindo a Arado, Dornier, Heinkel, Henschel e Volkswagen. Durante bombardeiros de mergulho o piloto mirava, em um ângulo de 60°, já no bombardeio convencional o copiloto usava a mira do nariz, o engenheiro de voo, que sentava atrás do piloto, manejava as metralhadoras superiores da traseira.
O Ju 88 entrou em combate pela primeira vez em setembro de 1939 contra as forças navais britânicas, quase 5.000 Ju 88 foram preparados para a invasão da Rússia em junho de 1941.
A grande autonomia deste avião tornou possivel longas noites de patrulha sobre a Inglaterra e África do Norte. Mais tarde usado como caça-bombardeiro, foi instalado no Ju 88 um conjunto de canhões que podia atirar em um ângulo de 60°. Possuia um radar de curto alcance Lichtenstein para detectar bombardeiros aliados a noite. Usado como caça noturno foi responsável por abater um grande número de bombardeiros da RAF. Isto foi conseguido com o retorno de sinal de aviso radar cauda da RAF, os caças noturnos seguiam o sinal para atacar a parte inferior totalmente desprotegida dos Lancaster. Novos projetos depois de 1943 aumentaram a velocidade máxima para mais de 644 km/h. Durante seu serviço de 1939 a 1945, foram produzidos cerca de 10.000 Ju 88, em 10 variantes com 104 protótipos.
Operadores do Ju 88: Bulgária, Finlândia Junkers Ju 88 A-4, França operava um Ju 88 capturado em Toulouse, Hungria, Itália, Romênia, RAF um Junkers Ju 88 capturado, União Soviética um Ju 88 capturado e Espanha cerca de 15 aeronaves.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Mikoyan-Gurevich MiG-21 "Bis"

Tipo: Caça
Fabricante: Mikoyan-Gurevich OKB
Primeiro voo: 14 Fevereiro de 1955
Inicio do serviço: 1959 (MiG-21F)
Retirado do serviço: 1990 (na Russia)
Status: ainda em uso em alguns países
Primeiros usuários: União Soviética, Romênia e Vietnã
Producão: de 1959 a 1985
Total produzido: cerca de 11.496 (10,645 na União Soviética, 194 na Tchecoslováquia e 657 na India)
Variantes: Chengdu J-7
Tripulação: 1
Comprimento: 15.0 m
Envergadura: 7.15 m
Altura: 4.12 m
Area das asas: 23.0
Peso vazio: 5.339 kg
Peso máximo: 8.725 kg
Motor: 1 × turbina Tumanskiy R25-300, 4.100 kg de empuxo sem pós combustão e 7100 kg de empuxo com pós combustão
Velocidade máxima: 2.350 km/h
Alcance: somente com combustivel 1.210 km
Altitude de serviço: 17.800 m
Razão de subida: 225 m/s
Armamentos: 1 canhão GSh-23 interno de 23 mm, 2 misseis K-13A (R-3R) ou 4 misseis Molniya R-60 AAM, 2 bombas de 500 kg cada

O Mikoyan-Gurevich MiG-21 chamado de "Fishbed" pela OTAN entre outros nomes códigos, é caça supersônico, projetado pela Mikoyan-Gurevich da então União Soviética. Apelidado de "lápis" pelos pilotos poloneses devido à forma de sua fuselagem. As primeiras versões são consideradas de segunda geração, já as mais atuais de terceira geração. Por volta de 50 países em quatro continentes voaram com o MiG-21, e ainda está em uso em diversos países. É o caça mais produzido na história da aviação e o avião de combate mais produzido desde a Guerra da Coréia, e sendo o avião de combate com o maior tempo de produção de 1959 a 1985.
Na Força Aérea Indiana (IAF) estima-se que de 1993 a 2002 houveram cerca de 283 acidentes com a morte de 100 pilotos, a IAF perdeu pelo menos 116 aeronaves por diversos defeitos, já em combate perderam cerca de 81 aeronaves desde 1990.
Durante a Guerra do Vietnã o Mig-21 foi muito usado contra os Estados Unidos, segue as perdas de ambos os lados, somente aviões abatidos pelo Mig-21:
1966: 6 MiG-21 perdidos contra 7 F-4 Phantom e 11 F-105 Thunderchiefs
1967: 21 MiG-21 perdidos conytra 17 F-105 Thunderchiefs, 11 F-4 Phantom, 2 RF-101 Voodoos, 1 A-4 Skyhawk, 1 F-8 Crusader, 1 EB-66 Destroyer e outras três aeronaves não identificadas.
1968: 9 MiG-21 perdidos contra 17 aeronaves americanas.
1969: 3 MiG-21 perdidos contra 1 UAV Firebee.
1970: 2 MiG-21 perdidos contra 1 F-4 Phantom e 1 CH-53 Sea Stallion.
1972: 51 MiG-21s perdidos contra 53 aeronaves perdidas pelos Estados Unidos incluindo 2 B-52 Stratofortress. Sendo que a Força Aérea Norte Vietnamita em 1972 perdeu 34 MiG-21, 9 MiG-17 e 9 MiG-19.
O Mig 21 foi usado em muitas guerras, como a da India-Paquistão, Guerra de Kargil, Guerra do Vietnã, Conflito Arábe-Israel, Líbia e Egito, Guerra Civil Angolana e na Primeira e Segunda Guerra do Congo.
Houve programas de modernização dos Mig-21, a Rússia oferece um pacote de melhoramento mudando os modelos antigos do MiG-21 para o padrão MiG-21-93, que inclui melhor aviônica, instalação do radar de Kopyo pulso-doppler, versão menor do radar de N010 Zhuk usado pelo MiG-29, que permite o uso de armas modernas tais como o míssil Vympel R-77 um missel de alcance além do campo visual, sua nova aviônica permite seguir vários inimigos ao mesmo tempo. Outro melhoramento inclue a instalação de uma dupla tela HUD, com designador de alvo montado no capacete e de sistemas de controle de voo avançados. Além de programas como o MiG-21-2000 versão de exportação, fabricado pela Israel Aerospace Industries, MiG-21 LanceR versão proposta pela Elbit de Israel e a Aerostar SA da Romênia para a Força Aérea Romena, o programa IAF MiG-21 Bison proposto para a India e exportação, com iniciativa da Rússia, permite a cooperação entre caças Indianos Mig-21 e Americanos F-15 e F-16 durante exercicios aéreos entre India-Estados Unidos e o com novo motor Klimov RD-33, versão está do Mig-21 que em simulação provou ser melhor em dogfight do que o F-16.

domingo, 18 de abril de 2010

Northrop P-61 Black Widow

Tipo: Caça noturno
País de origem: Estados Unidos
Fabricante: Northrop
Primeiro voo: 26 de maio de 1942
Inicio do serviço: 1944
Retirado do serviço: 1952
Primeiros usuários: Exécito Americano e Força Aérea Americana
Total produzido: 742
Custo unitário: US$ 190.000
Variantes: F-15 Reporter
Tripulação: 2 a 3 (piloto, operado de radar e artilheiro opcional)
Comprimento: 15.11 m
Envergadura: 20.12 m
Altura: 4.47 m
Area das asa: 61.53 m²
Peso vazio: 10,637 kg
Peso carregado: 13,471 kg
Peso máximo de decolagem: 16,420 kg
Motores: 2× Pratt & Whitney R-2800-65W Double Wasp, motor radial, 2.250 cv cada
Diâmetro das hélices: 3.72 m
Capacidade de combustível: interna 2.423 litros e um tanque sob a fuselagem de 625 litros ou 1.173 litros em dois tanques sob as asas
Velocidade máxima: 589 km/h a 6.095 m
Alcance de combate: 982 km
Alcance máximo: 3.060 km com quatro tanques externos
Altitude de serviço: 10,600 m
Razão de subida: 12.9 m/s - alcançava sua altitude operacional a 6.100 m em 12 minutos
Armamentos: 4 metralhadoras de 20 mm Hispano M2 sob a fuselagem, com 200 cartuchos cada, 4 metraladoras .50 de 12.7 mm M2 Browning em uma torreta controlada pelo artilheiro sobre a fuselagem, com 560 cartuchos cada, podendo transportar quatro bombas de 726 kg cada, ou uma única bomba de 1.000 kg sob a fuselagem ou seis foguetes de 127mm com ogivas de 21kg que podia destruir tanques, trens e grandes depósitos,
Aviônicos: um radar de busca SCR-720 (AI Mk.X) e um radar de alerta de ataque traseiro SCR-695
O P-61 Black Widow da Northrop foi o primeiro avião militar operacional dos Estados Unidos projetado especificamente para uso com radares, de construção metálica e bimotor. Sendo utilizado na Europa, Pacífico e Mediterrâneo em missões noturnas pela Força Aérea e Exército Americano durante a Segunda Guerra Mundial, substituindo aviões britânicos neste tipo de tarefa, devido a seu novo radar. O P-61 foi modificado e designado F-15 Reporter para missões de reconhecimento, sendo o último avião a pistão de foto reconhecimento do mundo, projetado e produzido para a Força Aérea Americana.
O P-61 possuia um radar modelo SCR-720A montado com um transmissor de rádio instalado no nariz do avião, com capacidade de intercepção aérea, tendo uma alcance de até 8 quilometros. O operador de radar do P-61 seguia o alvo através do radar e dirigia o piloto até o alvo, uma vez próximo do alvo o piloto utiliza em seu painel um instrumento que era possivel seguir e engajar no alvo, pronto para abate-lo.
Acredita-se que o último avião inimigo abatido antes da rendição japonesa, tenha sido atingido por um P-61B-2 do 548th, era um avião japônes Nakajima Ki-44 "Tojo" em 14 Agosto de 1945 embora acredita-se que o Ki-44 " Tojo" ao perceber o P-61 tentou uma série de manobras evasivas que terminaram com a colisão com o mar, ficando os pilotos americanos sem o crédito dessa vitória.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Sikorsky MH-53 Pave Low - Super Jolly Green Giant

Tipo: Transporte pesado e resgate
Fabricante: Sikorsky Aircraft
Retirado de serviço: 30 de Setembro de 2008
Usuário: Força Aérea Americana
Total produzido: 72
Custo unitário: U$ 40 milhões / versão J
Desenvolvido a partir: CH-53 Sea Stallion
Versão: MH-53 J
Tripulação: 6 (dois pilotos, dois engenheiros de voo e dois artilheiros)
Capacidade: de 37 a 55 soldados
Comprimento: 28 m
Diâmetro do rotor: 21,9 m
Altura: 7,6 m
Peso vazio: 14.515 kg
Peso máximo de decolagem: 21,000 kg
Motores: 2× turbinas T64-GE-100 com 3.230 kW de potência cada
Sistema do rotor: 6 pás
Velocidade máxima: 315 km/h
Velocidade de cruzeiro: 278 km/h
Alcance: 1.100 km podendo aumentar com reabastecimento em voo
Altitude de serviço: 4.900 m
Armamento: 3 metralhadoras 7.62 mm ou .50 de 12.7 mm montados nas laterias e rampa


O Sikorsky MH-53 Pave Low é um helicoptéro de busca e salvamento de longo alcance a serviço da Força Aérea Americana. Desenvolvido a partir do HH-53B/C Sea Stallion e do HH-53 Super Jolly Green Giant que substituiria o HH-3 Jolly Green Giant, a frota de MH-53J/M foi aposentada em setembro de 2008 sendo substituido pelo CV-22B Osprey. A Força Aérea Americana requisitou as versões B e C de busca e salvamento e desenvolveu a versão J para missões especiais. A missão principal do Pave Low era a de penetração a baixa altitude, longo alcance, de dia ou a noite, em qualquer tempo, para a infiltração, extração e o reabastecimento de tropas em operações especiais. Em suas missões o MH-53 trabalha frequentemente com o MC-130H para a navegação, comunicações e a sustentação de combate, com o apoio de MC-130P para o reabastecimento em voo. Sua versão anterior o H-3 Jolly Green Giant foi usado na guerra de Vietnã para operações de combate e busca e salvamento. A seguir suas várias versãos: o TH-53A - versão de treinamento da USAF, o HH-53B - busca e salvamento da USAF, o
CH-53C - versão de transporte pesado para a USAF 22 construidos, o HH-53C - "Super Jolly Green Giant", o S-65C-2 (S-65o) - versão de exportação para a Austria e Israel, o S-65-C3 - versão exportação para Israel, o YHH-53H - prototipo Pave Low I, o HH-53H - Pave Low II de infiltração noturna, tambem houve as versãoes a partir do H-53 o CH-53 Sea Stallion e CH-53E Super Stallion. Em 1966, a USAF o HH-53B, ficou caracterizado pelo tubo de reabastecimento retrátil do lado direito do nariz, tinha tanques externos com capacidade de 2.461 litros, um guancho na porta direita com um cabo de aço capaz de descer 76 m dentro da selva. Já o armamento era de três metralhadoras General Electric GAU-2/A de 7.62 mm. Com um radar de navegação Doppler na barriga. A tripulação era composta por um piloto, um co piloto, um chefe de grupo e dois artilheiros, executou missões de resgate e salvamento aeroespacial das capsulas e satélites após a reentrada, missões secretas e foto reconhecimento. A versão HH-53C dispensou os tanques auxiliares já que na versão B ficou comprovado que o tanque original de 1.703 litros era suficiente, outra mudança incluia melhor armadura e comunicação via rádio tanto com os C-130 de reabastecimento, aviões de ataque que apoiavam as missões de resgate e tripulações esperavam o salvamento em terra. Durante a guerra do Vietnã forma perdidos 17 HH-53 sendo 14 perdidos em combate, um abatido por um MiG-21 em 28 janeiro de 1970 em uma missão de resgate sobre o Laos e outros três em acidentes, ficando em serviço até o fim dos anos 80.O MH-53J Pave Low III é o maior e mais poderoso helicóptero de transporte da Força Aérea Americana, possui radar de acompanhamento do terreno, sensor infravermelho, sistema de navegação GPS, radar de terreno podendo voar a baixa altitude e evitar obstáculos em qualquer condição de tempo, por exemplo, a noite e com chuva. A missão principal do MH-53J é o embarque e desembarque de tropas especiais atrás das linhas inimigas. Igualmente pode acoplar na busca e nas missões de resgate do combate. Pode transportar 38 soldados e uma carga de 9.000 kg em seu gancho externo. Alcança uma velocidade de 266 km/h a uma altitude de 4.900 m. A última missão do MH-53 Pave Low foi em 27 de setembro de 2008, quando os ultimos seis helicópteros voaram em uma missão de combate com forças especiais no Iraque.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Raduga Kh-22 nome código na Otan AS-4 'Kitchen'

Tipo: Missel ar-superficie
Fabricante: Raduga
País de origem: Rússia
Tempo de uso: 1962 a 2007
Usuários: Rússia e Iraque
Peso: 5,820 kg
Comprimento: 11.65 m
Envergadura: 3.00 m
Diâmetro: 1.81 m
Ogiva: 900 kg explosivo ou nuclear de 350 a 1000 kT
Motor: foguete com combustível líquido
Propulsor: Hydrazine e IRFNA
Alcance operaional: 400 km
Velocidade: 2700 a 3000 km/h
Sistema de guiagem: radar ativo ou passivo com infravermelho
Plataforma de lançamento: aviões Tu-22M, Тu-22К e Тu-95К22

Este missel foi destinado para a destruição de alvos no mar ou alvos fixos em terra como pontes, represas e usinas elétricas. Seu desenvolvimento começou em 1958, os testes foram realizados no começo de 1962. O missel foi introduzido no inventário russo no fim dos anos 60. Os aviões Tu-22K, Tu-22M2/M3 e TU-95K-22 foram armados com o missel Kh-22 impulsinado por um propulsor R-201-300, o peso de lançamento do missel era de 5900 kg e o da ogiva era de 1000 kg, podendo atingir um alvo a 400 km. O míssil Kh-22 tinha três variações a Kh-22N com uma ogiva nuclear com orientação inércial, a Kh-22M com uma carga convencional para uso contra navios e com o uso de um radar ativo durante o estágio final de vôo e a versão Kh-22MP para uso contra radares da defesa aérea inimiga. Durante os testes experimentais entre 1995 e 1996 a versão Kh-22B tinha alcançado uma velocidade Mach 6 e uma altitude de aproximadamente 70 km.
Os primeiros kh-22 estavam em serviço no ano de 1962, a principal plataforma de lançamento é o Tu-22M ' Backfire',o Тu-22К ' Blinder-B' e o Tupolev Tu-95К22 ' Bear-G'.
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Beriev Be-12 Chayka nome código da Otan "Mail"

Tipo: Hidroavião de patrulha maritima e anti-submarina
Fabricante: Beriev
Primeiro voo: Outubro de 1960
Inicio do serviço: 1964
Status: ainda operacional em alguns paises
Primeiro usuario: Aviação naval soviética
Total produzido: 143
Desenvolvido a partir: Beriev Be-6
Tripulação: Quatro
Comprimento: 30.11 m
Envergadura: 29.84 m
Altura: 7.94 m
Aréa das asas: 99.0 m²
Peso vazio: 24,000 kg
Peso carregado: 29,500 kg
Peso maximo de decolagem: 36,000 kg
Motor: 2× Ivchenko Progress AI-20D turbo propulssores, de 3,864 kW (5,180 hp) cada
Velocidade máxima: 530 km/h
Alcance: 3,300 km
Altitude de serviço: 8,000 m
Armamento: 1,500 kg em pontos externos que incluem bombas, cargas de profundidade e torpedos

Quando o Be-12 foi descoberto pelos ocidentais no inicio dos anos 60, muitos pensaram que sua concepção estava ultrapassada, sendo que ao mesmo tempo era moderno e apresentava desempenho elevado nas missões de patrulha maritima e anti-submarina. Entre 1964 e 1983 conquistou 44 recordes mundiais na sua categoria. Os primeiros protótipos voaram a partir de 1960 mas a fabricação começou em 1964. Cerca de 70 dos 143 aparelhos construidos ainda estão em atividade na frota do norte da Rússia, além de unidades da Ucrânia que tomaram lugar da frota soviética no Mar Negro. As missões de patrulha e anti-submarina foram confiadas aos Tu-142 e IL-38 baseados em terra. A função do Be-12 atualmente é a de busca e salvamento, proteção as operações de pesca e alguns a combate de incêndios florestais, devido ao surgimento de novos mísseis que poderiam ser lançados de submarinos Americanos, a grandes distâncias. Durante o desenvolvimento do Beriev Be-200 equipado para a luta contra incêndios, foi usado um Be-12P especialmente modificado como protótipo, de acordo com dados fornecidos em 1993, a Marinha Russa tinha 55 aviões em serviço. Em 2005 havia apenas 12 e em 2008 havia somente 9 aviões ainda em serviço. Acredita-se que haja aviões ainda em uso na Força Aérea da Siria, Aviação Naval da Ucrânia e Força Aérea Popular do Vietnã.

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